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Banca de DEFESA: AMANDA DA SILVA THEODORO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA DA SILVA THEODORO
DATA: 26/06/2026
HORA: 18:00
LOCAL: SALA 02 - PPGLe
TÍTULO:

A PRESENÇA FANTASMAGÓRICA DE UM PASSADO COLONIAL: Manifestações do gótico pós-colonial na literatura afro-brasileira


PALAVRAS-CHAVES:

Gótico Pós Colonial. Literatura Gótica. Literatura Afro-brasileira. Pós-colonialismo. Decolonialidade.


PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Linguística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

As manifestações góticas na ficção são um espaço dialógico no qual alguns dos fantasmas do passado, dentre eles a colonialidade, retornam, incidindo sobre os personagens. Na presente pesquisa, examina-se de que modo elementos narrativos do gótico funcionam como dispositivos de denúncia e compreensão de uma colonialidade ainda pujante. A partir desses pressupostos, o principal intento do trabalho consiste em analisar e identificar as manifestações do gótico pós-colonial na literatura afro-brasileira, a partir dos contos Pai contra mãe (2019), de Machado de Assis, Consciência tranquila (2022), de Cruz e Sousa, O diabo mora aqui (2020), de Marlon P. Silva, e Olhos (2020), de Nathalia de Oliveira Souza. Além disso, busca-se reconhecer, nessas obras, a incidência de tropos góticos, como o locus horribilis, a presença fantasmagórica do passado e a existência do personagem monstruoso. Conforme a hipótese que orienta o estudo, essa maquinaria sombria converge com a lógica da colonialidade, funcionando como uma forma de compreender seus mecanismos de permanência. Dada a natureza textual do fenômeno literário, adota-se uma abordagem qualitativa fundamentada em revisão bibliográfica. Para tanto, estabelece-se diálogo com os estudos do gótico a partir de Fred Botting (2024) e de David Punter e Glennis Byron (2004); com os estudos da literatura brasileira de Alfredo Bosi (1992; 2017); bem como com as reflexões acerca do gótico no Brasil desenvolvidas por Júlio França (2016; 2017) e Daniel Serravalle de Sá (2010). Articulam-se, ainda, diálogos com os estudos pós-coloniais a partir de Edward Said (2007) e Frantz Fanon (1968; 2018), em interlocução com a perspectiva decolonial formulada por Aníbal Quijano (2005), dentre outros teóricos. Os resultados indicam que as narrativas analisadas utilizam a maquinaria gótica para evidenciar a permanência da colonialidade, tornando visíveis violências e assombros que acometem contemporaneamente a população negra do Brasil. Desse modo, o gótico pós-colonial apresenta-se, por meio dessas narrativas, como uma perspectiva possível de análise da literatura afro-brasileira.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 011.310.357-39 - ANA CRISTINA TEIXEIRA DE BRITO CARVALHO - UFPB
Externo à Instituição - EMANOEL CESAR PIRES DE ASSIS - UEMA
Presidente - 295061 - LILIAN CASTELO BRANCO DE LIMA
Notícia cadastrada em: 26/06/2026 10:07
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