A divulgação científica das pesquisas desenvolvidas nas Universidades e Centros de Pesquisa acontece quase em totalidade nas revistas científicas, simpósios e seminários, que englobam a sociedade acadêmica. Com a utilização de uma linguagem própria, restritiva a um público específico. São debatidos os resultados, as linhas de pesquisa a serem exploradas, e entregamos à nossa sociedade o produto final, tais como: aparatos tecnológicos e fármacos. A explicação de conceitos científicos através de experimentos simples e de baixo custo é muito eficaz (Santos e Freitas, 2023). Mostrar aos alunos que é possível aprender de forma diferenciada, que não são apenas cálculos e fórmulas tornando, em alguns casos, o estudo entediante e buscar formas diferenciadas para motivar os discentes é fundamental. Encontramos na literatura discussões sobre a divulgação científica em espaços não formais (Gohn, 1999, Oliveira et al., 2023), ou seja, levar o conhecimento científico para fora das universidades (Falk & Dierking, 2002). Espaços como os museus de ciências (Gaspar, 1993, Marandino et al., 2003), o uso das redes sociais e alguns poucos espaços interativos existentes ajudam na divulgação, mas ainda assim, o interessado precisa ir de encontro ao conhecimento, independente da sua motivação, ele busca essas alternativas. E porque não levarmos a ciência a lugares totalmente fora da realidade de ambientes preparados para a divulgação científica e utilizar um experimento científico simples e de baixo custo, levando a ciência a uma feira livre (ou mercado)? A ideia é desenvolver uma cultura científica que promova o diálogo entre cientistas e a sociedade, permitindo que o público mais aleatório possível seja atendido: a dona de casa, o feirante, crianças acompanhando as mães, o objetivo é incluir todos ali presentes, convidá-los para participar do mundo da ciência, resultando em benefícios para a própria comunidade científica. Assim, o projeto Ciência na Feira: explorando a flutuabilidade busca levar o conhecimento sobre flutuabilidade, com a simples pergunta: Isso flutua ou afunda?. Fazendo uso inicialmente de alguns materiais preparados e aproveitando o ambiente da feira livre realizar tal procedimento com algumas frutas e legumes encontradas no local. Proporcionando com explicações simples, e de forma lúdica, que o público tenha acesso a um conhecimento científico que pode auxiliar em algumas situações cotidianas, como o caso do ovo, que quando está fresco afunda na água. Mostrar que a universidade é acessível a todos, e evidenciar a importância da ciência para o desenvolvimento da sociedade. Adicionalmente, a proposta articula ensino, pesquisa e extensão, ao envolver licenciandos de Física na elaboração de uma abordagem diferenciada, expandir o ambiente e oferecer experiências educativas inovadoras aos estudantes. Essa integração contribui para a formação de profissionais críticos e criativos, alinhados às necessidades educacionais contemporâneas, e se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 4 (educação de qualidade).
ALUNOS DA UEMASUL
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