UNIVERSIDADE ESTADUAL DA REGIÃO TOCANTINA DO MARANHÃO Imperatriz, 26 de Outubro de 2026

Visualização da Ação de Extensão


Ação de Extensão
Título: SENIORS, LET’S LEARN ENGLISH? (EDITAL Nº 09/2025-PROEXAE/UEMASUL)
Ano: 2026 Nº Bolsas Concedidas: 0 Nº Discentes Envolvidos: 1 Público Estimado: 10
Área Principal: ODS Área do CNPq: Linguística, Letras e Artes
Unidade Proponente: CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E LETRAS Unidades Envolvidas:
Tipo: PROJETO
Municípios de Realização: IMPERATRIZ - MA
Espaços de Realização: UEMASUL
Fonte de Financiamento: FINANCIAMENTO INTERNO (EDITAL Nº 09/2025-PROEXAE/UEMASUL - PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE EXTENSÃO - PIBEXT (ciclo 11/2025 - 10/2026))
Url da Acão: https://sigaa.uemasul.edu.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91793666


Resumo

A Carta Magna, de 1988, estabelece em seu art. 230 que “é da família, da sociedade e do Estado o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar garantindo-lhes o direito à vida”. Entretanto, apesar de positivado e apesar do envelhecimento da população, pouca atenção foi dada aos que estavam nessa faixa etária. Em 1994, com a promulgação da lei 8.842/94 que estabelece a Política Nacional do Idoso, buscou-se tutelar os direitos sociais do idoso, principalmente em razão do documento Políticas para a Terceira Idade, produzido pela Associação Nacional de Gerontologia (ANG) que apresentava recomendações voltadas para a promoção da autonomia, integração e participação dos mesmos, na sociedade. Com o aumento considerável dessa faixa etária, o ano de 1999 foi considerado o Ano Internacional do Idoso, mas pouco se avançou em práticas significativas. Em 2003, essa faixa etária foi prestigiada pela Campanha da Fraternidade com o tema: Fraternidade e pessoas idosas. Afirma Costa Lima (2014) que se a sociedade brasileira proporcionasse aos cidadãos mais velhos o tratamento e a consideração dispensada aos adultos eliminar-se-iam os estatutos especiais para os idosos; daí porque, tornou-se necessária a criação do Estatuto do Idoso (lei 10.741/03), com o objetivo de resgatar os princípios constitucionais de respeito à dignidade da pessoa humana, sem discriminação de origem, raça, sexo, cor e idade. A referida lei (10.741/03), em seu capítulo V, estabelece o direito do idoso à educação e o incentivo por parte do governo para a criação de programas que atendam à especificidade dessa faixa etária. Desse modo, Soares e José Filho (2008) acerca do direito à educação e, consequentemente, da abertura da universidade ao público da terceira idade, afirmam que: este crescimento acelerado da população idosa requer maior dedicação dos profissionais de várias áreas que têm compromisso com a causa do idoso, no sentido de unir esforços para que o idoso brasileiro não seja visto como mais um ‘problema social’, mas como sujeito que tem capacidade produtiva, garantia de acesso aos seus direitos sociais e poder de decisão sobre as questões que lhe dizem respeito. (SOARES; JOSÉ FILHO, 2008) A Organização Mundial de Saúde (OMS) apud Debert (2004, p.272) define qualidade de vida (QV) como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Nesta definição, os fatores saúde física, estado psicológico, nível de independência, relações sociais, crenças pessoais e relação com aspectos significativos do meio ambiente (The Whoql, 1995) estão contemplados. 4 Uma vez liberto das obrigações que o detinham, o(a) idoso(a) pode, e deve, dedicar- se a atividades significativas e prazerosas de modo que, todos aqueles desejos não alcançados quando mais jovem, motiva-o a persegui-los e realizá-los. Cursar o ensino superior é um desses desejos. Aprender uma língua adicional (inglês), aprioristicamente afirmamos que, também; até porque, esta é uma excelente estratégia para manter a atividade cognitiva e sócio pessoal desse público específico. É bem verdade que no envelhecimento há a perda auditiva, o processamento da informação é mais lento, a acuidade visual é menor, a memória está ativada para fatos no passado, de quando eram jovens, enquanto os registros atuais já não são retidos com tanta facilidade. Tais características devem ser levadas em conta para a definição do espaço de sala de aula (bem iluminada, carteiras confortáveis, espaçosa, sem barulho) para o planejamento das aulas, para o uso adequado da metodologia de ensino e da escolha do material didático, já que é preciso maior disponibilidade de tempo para as atividades de sala de aula. Apesar disso, Porto (2012, p.470) sobre o uso da leitura, como uma das atividades de aprendizagem, afirma que: a leitura é uma atividade cognitivamente estimulante, pois o leitor passa a adquirir novas informações e ativar o cérebro continuamente. Nesse processo, os envelhescentes e pessoas da terceira idade exercitam, assim, as áreas neurocorticais, evitando as demências e ou perdas neurodegenerativas. Mesmo com as condições de saúde biofísico-psicológicas próprias dessa idade crê- se que a maioria apresenta opiniões positivas sobre a vida atual e busca ressignificar suas ações. Segundo Chopra (1995, p. 307) “qualquer que seja sua idade, seu corpo e mente não passam de uma minúscula fração das possibilidades ainda abertas a você – sempre há um número infinito de novas habilidades, insights e realizações à frente”. Ou seja, estamos em permanente construção, em contínua formação e a motivação dos idosos para o aprender reforça essa tese. A terceira idade é uma etapa da vida que merece mais atenção e cuidados, mas, não se deve desprezar que o indivíduo ainda tenha muito potencial para desenvolver. Recentemente, pesquisa realizada pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos constatou que não há diminuição da capacidade de aprender quando a pessoa envelhece, que diminuição da audição e da visão não comprometem a aquisição de nova língua e que o contexto no qual idosos aprendem exerce influência significativa no processo de apreensão de língua adicional. A construção do processo de ensino-aprendizagem de língua adicional para alunos idosos é objeto de estudo de Pizzolato (1995), que acredita ter a empatia, a afetividade, lugar importante nesse contexto para que os alunos possam se sentir autoconfiantes, motivados e 5 obtenham êxito na aprendizagem. Boianoski e Fernandes (2006) tem também esse assunto por objeto de estudo e cita que algumas características biológicas e cognitivas (problemas de memória e atenção) devem ser levadas em conta no planejamento das aulas, além de explicitarem a dimensão social do processo de ensino-aprendizagem na vida dos idosos. Ao falar de postura afetiva do professor em relação às turmas, Barcelos (2015, p.75) apresenta algumas sugestões práticas interessantes para que sejam efetivadas no contexto de sala de aula com alunos de terceira idade, quais sejam: a) aprender a ouvir os alunos, criando oportunidade para isso através de discussões em salas de aula, leitura de suas histórias de aprendizagem de línguas, pedido frequente de feedback deles sobre a sua aprendizagem, dentre outros; b) perceber os alunos e colegas como essencialmente humanos e, por isso, cheios de potencial e merecedores de carinho e atenção; c) promover a interação e o entrosamento em sala de aula, pertencimento emocional e andaime emocional através de práticas humanistas, usando estórias e músicas; d) desenvolver a crença fundamental no potencial humano; crença em si mesmo e desenvolvimento da autoestima; carinho e cuidado para consigo mesmo e com o outro; e) aprender sobre si mesmo, sobre sua prática através da reflexão; f) apoiar e procurar apoio dos colegas ou de uma comunidade imaginária ou real de aprendizagem (programas de formação continuada, mestrado, especialização, congressos, cursos online, fóruns, listas, blogs, etc.); g) aprender mais sobre suas emoções e a de seus alunos; h) promover a consciência emocional em sala de aula através da escuta acolhedora aos alunos e atividades de letramento emocional. (Barcelos, 2015, p.75) Desse modo, as práticas pedagógicas devem levar em conta muito mais do que o conteúdo a ser ensinado, ou seja, é preciso criar um ambiente mais prazeroso, acolhedor, confortável cujo facilitador e participantes estejam sempre abertos ao diálogo. Assim será possível minimizar a ansiedade e o estresse e, consequentemente, favorecerá o processo de ensino-aprendizagem de LI. Finalmente, devido ao grande interesse de seu público-alvo e de seu caráter integração e interação comunidade-universidade, este Projeto de Extensão Seniors, Let’s Learn English?, segue sendo reapresentado à DIVEXT para apreciação. No princípio, o Projeto foi inicialmente executado junto aos alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI/UEMASUL), naquele ano de 2019 mas, a turma colou grau e, para que não houvesse descontinuidade de execução da proposta, a Casa do Idoso Feliz acolheu este Curso de extensão, desde então e, se aprovado novamente, para lá será levado, novamente.


Público Alvo

ALUNOS DA UEMASUL



Membros da Equipe

  MIKAELA CARLA LÔBO DE SOUSA
Categoria: DISCENTE
Função : ALUNO(A) BOLSISTA
  DIANA BARRETO COSTA
Categoria: DOCENTE
Função : COORDENADOR(A)


Lista de Fotos

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