O projeto de extensão Química-1Escola apresenta características e intencionalidades do campo do conhecimento da divulgação científica, que segundo Bueno (1985, p. 1421) é uma prática que consiste na utilização de recursos, técnicas, processos e produtos (veículos ou canais) para a veiculação de informações científicas, tecnológicas ou associadas a inovações ao público leigo. Valério e Takata (2025) pontuam que nos anos 2000 as definições de divulgação científica incorporaram a preocupação com o processo intencional de transposição da linguagem restrita para a linguagem mais coloquial para públicos não iniciados. Neste período, surgiram definições na perspectiva da comunicação pública da ciência (Science communication), que segundo Schiele e Landry (2012, p. 34) são todas as atividades de mediação, interpretação, disseminação e explicação das ciências - a amplitude dos esforços, entre outros, de informar, sensibilizar e mobilizar o público, sendo ampliadas, principalmente com as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). A comunicação é um conceito chave para Freire (2025), ao fazer uma análise do termo extensão. Extensão ou comunicação? é a obra do patrono da educação brasileira, que defende as ações extensionistas não no campo da transmissão, da doação, da invasão cultural ou manipulação, mas sim no campo de comunicar, para estabelecer vínculos com a comunidade externa e entender suas demandas, uma vez que segundo Freire (2025, p. 25): [...] educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabem por isto sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais. Neste sentido, para além de divulgar o curso de Química Licenciatura da UEMASUL e levantar as demandas formativas dos professores que lecionam a disciplina de Química em Imperatriz, buscamos uma inteligência pública das ciências, em que Stengers sugere que a ciência deve se abrir para um diálogo mais amplo com a sociedade, incluindo saberes que tradicionalmente não são considerados constituintes do discurso científico.
ALUNOS DA UEMASUL
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