Projeto Político Pedagógico

O graduado em Medicina terá formação geral, humanista, crítica, reflexiva e ética, com capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, nos âmbitos individual e coletivo, com responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, da dignidade humana, da saúde integral do ser humano e tendo como transversalidade em sua prática, sempre, a determinação social do processo de saúde e doença.

De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina, que homologa a Portaria CME nº 1/2018, que atualiza a relação de especialidades e áreas de atuação médicas aprovadas pela Comissão Mista de Especialidades (CME). As áreas de atuação estão descritas a seguir:

 

1. Administração em saúde

2. Alergia e imunologia pediátrica

3. Angiorradiologia e cirurgia endovascular

4. Atendimento ao queimado

5. Cardiologia pediátrica

6. Cirurgia bariátrica

7. Cirurgia crânio-maxilo-facial

8. Cirurgia do trauma

9. Cirurgia videolaparoscópica

10. Citopatologia

11. Densitometria óssea

12. Dor

13. Ecocardiografia

14. Ecografia vascular com doppler

15. Eletrofisiologia clínica invasiva

16. Emergência pediátrica

17. Endocrinologia pediátrica

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18. Endoscopia digestiva

19. Endoscopia ginecológica

20. Endoscopia respiratória

21. Ergometria

22. Estimulação cardíaca eletrônica implantável

23. Foniatria

24. Gastroenterologia pediátrica

25. Hansenologia

26. Hematologia e hemoterapia pediátrica

27. Hemodinâmica e cardiologia intervencionista

28. Hepatologia

29. Infectologia hospitalar

30. Infectologia pediátrica

31. Mamografia

32. Medicina aeroespacial

33. Medicina do adolescente

34. Medicina do sono

35. Medicina fetal

36. Medicina intensiva pediátrica

37. Medicina paliativa

38. Medicina tropical

39. Nefrologia pediátrica

40. Neonatologia

41. Neurofisiologia clínica

42. Neurologia pediátrica

43. Neurorradiologia

44. Nutrição parenteral e enteral

45. Nutrição parenteral e enteral pediátrica

46. Nutrologia pediátrica

47. Oncologia pediátrica

48. Pneumologia pediátrica

49. Psicogeriatria

50. Psicoterapia

51. Psiquiatria da infância e adolescência

52. Psiquiatria forense

53. Radiologia intervencionista e angiorradiologia

54. Reprodução assistida

55. Reumatologia pediátrica

56. Sexologia

57. Toxicologia médica

58. Transplante de medula óssea

59. Ultrassonografia em ginecologia

COMPETÊNCIAS

I.         Comunicar-se por meio de diferentes recursos e linguagens (escrita, verbal e não verbal), no contexto de atenção à saúde, pautado nos princípios éticos e humanísticos;

II.        Descrever e aplicar conceitos biológicos, psicossociais, culturais e ambientais que permitam entender os fenômenos normais e alterados no processo de atenção, de gestão e de educação em saúde, nos diversos ciclos de vida;

III.      Buscar, organizar, relacionar e aplicar dados e informações, baseado em evidências científicas, para subsidiar o raciocínio clínico, com vistas à solução de problemas e à tomada de decisões, de forma a executar procedimentos apropriados aos diferentes contextos, garantindo a segurança dos envolvidos no processo de atenção à saúde;

IV.      Mobilizar e associar informações obtidas a partir de diferentes fontes para construir, sustentar e compartilhar argumentação consistente e propostas de intervenção, individualmente e em equipe, em diversos contextos, na defesa da saúde, da cidadania e da dignidade humana.

HABILIDADES

1.      Identificar as interrelações entre estruturas macro e microscópicas do organismo humano e o funcionamento normal dos sistemas orgânicos no processo saúde-doença;

2.      Reconhecer modelos explicativos, fatores e determinantes envolvidos no processo saúde-doença e na gestão do cuidado;

3.      Realizar o diagnóstico de saúde de uma comunidade e interpretar dados epidemiológicos;

4.      Utilizar as ferramentas de abordagem familiar e comunitária;

5.      Interpretar a evolução histórica da saúde no Brasil e sua influência na estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS);

6.      Analisar o referencial do SUS, políticas e programas de saúde, em todos os níveis de atenção, subsidiando ações de gestão, de educação e de atenção à saúde;

7.      Identificar os princípios da ética e bioética médica e acadêmica, os direitos do estudante e do médico, a responsabilidade acadêmica e profissional;

8.      Identificar o processo de elaboração de diferentes formas de comunicação científica (identificação de um problema, formulação de hipótese, delineamento de método de investigação, obtenção e tratamento de dados, descrição e discussão de resultados);

9.      Utilizar os princípios da metodologia científica e da medicina baseado em evidências na sustentação de argumentos e tomadas de decisões;

10.  Identificar situações, condições e comportamentos de risco e de vulnerabilidade utilizando os conceitos de vigilância em saúde considerando as necessidades de saúde individual e coletiva em todos os níveis de prevenção: primária, secundária, terciária e quaternária;

11.  Aplicar conceitos, princípios e procedimentos de segurança e biossegurança nas situações de aprendizagem e de assistência;

12.  Identificar agentes etiológicos envolvidos nos agravos à saúde mais prevalentes, descrevendo mecanismos fisiopatológicos e impactos para o indivíduo e para a coletividade;

13.  Identificar os sinais e os sintomas manifestados pela pessoa em cuidado, em todos os seus ciclos de vida, relacionando-os à fisiopatologia das doenças mais frequentes;

14.  Elaborar raciocínio clínico e indicar hipótese diagnóstica e/ou lista de problemas a partir da história clínica e de exame físico;

15.  Realizar o diagnóstico diferencial, propor plano de ação para elucidação diagnóstica, conduta terapêutica, plano de seguimento e de educação, a partir de um conjunto de informações obtidas no processo de anamnese e de exame físico;

16.  Interpretar exames complementares;

17.  Elaborar um plano de intervenção familiar ou comunitária considerando as evidências e as necessidades de saúde, individual e coletiva;

18.  Demonstrar domínio dos princípios que organizam a estrutura, as possibilidades e as atribuições do SUS em todos os níveis de atenção, com vistas à obtenção de dados e informações que subsidiem ações de gestão, de educação e de atenção à saúde;

19.  Utilizar instrumentos (MiniMental, Índice de Massa Corporal, curvas de crescimento, adequação peso/altura, escolaridade, carteira de vacinação, Escala de Depressão Geriátrica, teste para uso de substâncias psicoativas, etc.) de caracterização e de abordagem do indivíduo, da família e da comunidade na realização do atendimento clínico, considerados seus respectivos contextos culturais e ciclos de vida;

20.  Identificar as interrelações entre estruturas macro e microscópicas do organismo humano e o funcionamento normal e alterado dos sistemas orgânicos no processo saúde-doença;

21.  Identificar as manifestações sistêmicas decorrentes das alterações morfofuncionais dos diversos tecidos, órgãos e sistemas;

22.  Explicar o mecanismo de ação dos fármacos, seus efeitos adversos e interações medicamentosas;

23.  Identificar as diferentes formas farmacêuticas dos produtos medicamentosos e suas indicações, com base no uso racional dos medicamentos;

24.  Identificar materiais, insumos e equipamentos destinados à realização de procedimentos cirúrgicos diversos;

25.  Utilizar diferentes recursos e materiais na preparação e na execução de procedimentos cirúrgicos básicos;

26.  Utilizar nomenclatura técnica e sistema de medidas oficiais na elaboração de prontuários, prescrições, referências, contrarreferências, atestados e outras formas de registro;

27.  Reconhecer plano de ação que promova o trabalho em equipe na gestão, educação e atenção à saúde no processo saúde-doença;

28.  Aplicar conceitos, princípios e procedimentos de segurança e biossegurança nos contextos de saúde ambiental e do trabalhador;

29.  Aplicar preceitos da metodologia científica e da bioética na proposição de planos de ação, no uso racional de medicamentos e no manejo das intervenções médicas;

30.  Identificar sinais e sintomas de alterações e fenômenos associados ao sofrimento psíquico e a transtornos mentais prevalentes para levantamento de hipóteses diagnósticas e proposição de abordagem e cuidado multiprofissional;

31.  Identificar os princípios da ética e bioética médica e acadêmica, referentes aos documentos médicos, e os princípios da prática médica, auditoria e perícia médica no processo de tomada de decisões, em todos os níveis de atenção à saúde;

32.  Reconhecer os conceitos de terminalidade da vida e cuidados paliativos, estabelecendo comunicação centrada nas relações interpessoais e específicas para este contexto;

33.  Utilizar os preceitos da metodologia científica e pressupostos da medicina baseada em evidências para subsidiar a solução de problemas, a sustentação de argumentos e a tomada de decisões;

34.  Descrever as etapas e as habilidades de comunicação utilizadas na consulta centrada na pessoa e nas relações;

35.  Estabelecer um plano de ação para elucidação diagnóstica, conduta terapêutica, educação seguimento, nos diferentes ciclos de vida;

36.  Avaliar a evolução de um plano terapêutico, interpretando sua eficiência e introduzindo ajustes na conduta e na repactuação do cuidado, se necessário;

37.  Indicar exames complementares pertinentes à evolução do quadro do paciente, considerando riscos e benefícios;

38.  Utilizar habilidades de comunicação na interlocução com pacientes e/ou seus responsáveis legais e demais componentes da equipe profissional nos diversos níveis e contextos de atenção à saúde, com abordagem centrada na pessoa;

39.  Aplicar condutas pertinentes na identificação de situações de violência e de comportamentos de risco e vulnerabilidade;

40.  Manejar as principais síndromes/doenças mentais, nos diferentes ciclos de vida, na atenção primária à saúde e nas situações de urgência/emergência;

41.  Utilizar os conhecimentos de ética e bioética na atuação na gestão, atenção e educação em saúde;

42.  Manejar situações de urgência e emergência, traumáticas e não traumáticas, executando as medidas recomendadas em todos os níveis de atenção à saúde;

43.  Reconhecer ações de gestão (liderança, trabalho em equipe, valorização da vida, participação social articulada, equidade, eficiência, etc.) que promovam e garantam o bem-estar individual e da coletividade;

44.  Realizar a atenção à saúde dos indivíduos, contextualizada em seus diferentes ciclos de vida, baseada em evidências científicas;

45.  Utilizar diferentes recursos e materiais na preparação, na execução e no seguimento de procedimentos ambulatoriais clínicos e/ou cirúrgicos;

46.  Realizar a abordagem e o enfrentamento de situações de vulnerabilidade, por exemplo, de adição ou de uso abusivo de substâncias diversas, lícitas ou ilícitas, com vistas à redução de danos e ao cuidado integral.

O Curso de Medicina da UEMASUL compreende a necessidade de superação das práticas pedagógicas que abordam o estudante como um sujeito passivo, depositário de conhecimentos previamente construídos ou validados. Neste sentido, estabelece como um eixo da sua metodologia de ensino aprendizagem o Princípio Ativo de Aprendizagem, reconhecendo o discente em formação como sujeito ativo do processo de aprendizagem, e o encontro entre este sujeito e o corpo docente permanente em um momento constante de troca de aprendizagem, interação e construção de conhecimento, apropriando-se de outras mediações possíveis como a produção bibliográfica consolidada, acesso a informações, ampliado com as novas tecnologias de informação e comunicação e interação com outros detentores de conhecimentos sobre os variados objetos, ao longo do curso.

A proposta curricular é concebida de forma integrada, de acordo com os princípios elencados anteriormente, onde recuperamos o “aprender a aprender” como procedimento fundamental na construção dos saberes necessários à formação teórico-prática. Neste sentido, o docente tem função mediadora e reflexiva entre os saberes essenciais à formação. O “aprender a aprender” fundamenta-se na ideia de uma atitude ativa do estudante, por meios de procedimentos investigativos e reflexivos, realizados no âmbito de situações teóricas e práticas, tendo em vista uma aprendizagem significativa dos conteúdos essenciais à formação. O “aprender a aprender” leva em consideração a pesquisa como um princípio educativo básico da aprendizagem, bem como, a capacidade do aluno de saber reconstruir o conhecimento já produzido (DEMO, 2002).

Enquanto proposta metodológica, o Principio Ativo de Aprendizagem permite a reunião de um conjunto abordagens de metodologias ativas consolidadas na prática pedagógica, permitindo uma diversidade, de acordo com as realidades estruturais e institucionais locais, sempre em desenvolvimento ao longo do curso e da sua implementação. Tal modelo pedagógico é orientado pelo "Aprendizado Baseado na Resolução de Problemas”, integrado horizontalmente e verticalmente, no qual, ao longo da estrutura curricular, busca-se a identificação das tarefas que levarão o aluno ao aprendizado, das competências a serem adquiridas pelo aluno, do conhecimento necessário para sua formação, das habilidades a serem adquiridas e das atitudes que devem ser estimuladas e desenvolvidas. 

Os métodos de aprendizagem que são propostos incluem a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), a Problematização, a Aprendizagem Baseada em Equipes (ABE), a Aprendizagem Colaborativa (baseada em projetos), simulação clínica e aprendizagem baseada na prática dentro da rede pública de saúde, além da Iniciação Científica. A proposta de trabalho nestes métodos decorre dos avanços alcançados na educação médica.

Dentre os ganhos observados, destacam-se a integração do ensino das disciplinas básicas com as clínicas, participação ativa dos estudantes na aprendizagem baseada nas comunidades locais. Nessa metodologia, os professores atuam como facilitadores da aprendizagem, estimulando a procura do conhecimento.

A aquisição das competências não termina com a graduação, mas, sim, dá-se no processo contínuo da prática médica, sendo importante a autonomia do médico em seu processo de aprendizagem.

Um conjunto de princípios ativos ao Ensino, Pesquisa e Extensão organiza esta estrutura curricular e dão estrutura para esta perspectiva metodológica:

• Curso seriado, com o conteúdo curricular planejado, a partir de módulos ou temas de ensino, delineados em complexidade progressiva, em articulação com a aquisição de habilidades e desenvolvimento de atitudes;

• Emprego de metodologias centradas no estudante, com ênfase no aprendizado baseado na resolução de problemas e no ensino baseado na comunidade e no sistema de saúde;

• Prática pedagógica apoiada na articulação entre aquisição de conhecimentos cognitivos, habilidades psicomotoras e desenvolvimento de atitudes, visando ao ganho de competências profissionais;

• Avaliação multidimensional de estudantes baseada nas competências delineadas pelo projeto pedagógico, envolvendo métodos tradicionais, auto-avaliação e avaliação pelos pares. 

• Ênfase nas ações de pesquisa vinculadas às prioridades e necessidades da população local e do sistema de saúde;

• Incorporação da pesquisa às ações de ensino e extensão;

• Forte vinculação do curso ao sistema de saúde da Região Tocantina, sob a perspectiva de qualificação da assistência prestada à população e seu fortalecimento pela incorporação de novas tecnologias;

•          Capacitação continuada dos professores para a implementação e avaliação do projeto pedagógico, especialmente as metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante, sob a perspectiva da valorização da atividade-fim do professor, ou seja, a formação do estudante (valorização do mérito acadêmico no ensino de graduação);

•          Capacitação e desenvolvimento permanente de corpo docente para implementação do projeto pedagógico, sobretudo quanto ao uso de metodologias ativas de aprendizagem, avaliação discente e planejamento de curso;

•          Integração Docente-Assistencial, que compreende a atuação dos professores e servidores técnicos do curso nas ações de saúde desenvolvidas junto à população, assim como a inserção supervisionada dos estudantes de Medicina, desde os períodos iniciais no contato com a população.

A gestão do curso terá vários níveis de apoio: a Direção, o Colegiado de Curso e o Núcleo Docente Estruturante (NDE). O processo deautoavaliação institucional, principal ferramenta para fornecer dados para um gerenciamento eficiente do curso, contribuirácom tal gestão através dos resultados das avaliações externas e internas, fornecendo indicativos para aprimoramento contínuo e do planejamento do curso. Assim, analisando, dinamizando e aperfeiçoando todo o conjunto de elementos didáticos, humanos e de recursos materiais, o Curso poderá ser aperfeiçoado visando alcançar os mais elevados padrões de excelência educacional e, consequentemente, da formação inicial dos futuros profissionais.

O Curso de Medicina estará enquadrado no novo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, SINAES, criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004 e regulamentado pela Portaria MEC n.º 2.051, de 09 de julho de 2004. Como também o que regulamenta a Resolução nº 109/2018 – CEE/MA.

Internamente, o Curso será avaliado periodicamente pelo sistema vigente de Avaliação Institucional da UEMASUL.

No que se refere à avaliação institucional, o NDE se compromete a consultar anualmente os dados obtidos das avaliações fornecidos pela Comissão Própria de Avaliação (CPA), como também os relatórios das Comissões Setoriais, pela Avaliação Nacional Seriada de Estudantes de Medicina (ANASEM), que ocorre no 2º, 4º e 6º ano do curso, e ainda pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e promover debates que permitam a atualização dos critérios de avaliação e estratégias de ensino.

A autoavaliação do curso poderá ser realizada mediante: abertura de fóruns; reuniões periódicas; debates; mesas redondas; ouvidorias; que permitam a participação dialógica entre docentes e discentes em prol da reflexão e da construção contínua do Curso de Medicina. Nesse ínterim, visa-se ainda um acompanhamento direto dos egressos, buscando atendê-los a partir de sugestões coletadas em instrumentos diversos, tais como: questionários, entrevistas, fóruns, entre outros.

O Curso de Medicina da UEMASUL parte do pressuposto que o processo metodológico de avaliação é um dos aspectos estruturantes do projeto pedagógico sendo, usualmente, absolutamente norteador, sobretudo, dos esforços do estudante e do docente durante a interação para construção do conhecimento. 

Neste sentido, adota-se um conceito abrangente de avaliação do estudante, incidindo sobre toda a variedade de atributos que compõem a sua formação pessoal e profissional, orientada pelas competências e habilidades a serem desenvolvidas e pelo Princípio Ativo de Aprendizagem. Os atributos que devem ser priorizados na avaliação são as habilidades cognitivas, psicomotoras e afetivas, bem como as competências clínicas, de gerenciamento e de tomada de decisões. A avaliação das competências clínicas, em especial, deve ser cuidadosamente planejada e executada, uma vez que envolve os usuários da atenção à saúde que participam do processo formativo do estudante.

Considera-se fundamental avaliar-se as capacidades de se relacionar com o outro, de compor equipes multiprofissionais interdisciplinares, de exercer a autoavaliação de forma crítica e reflexiva, e de se educar permanentemente.

A variedade de atributos que devem ser avaliados demanda o emprego de métodos diversos, que devem ser adequadamente selecionados, tendo em vista a qualidade das informações que fornecem. Não se deve perder de vista que, as informações obtidas na avaliação do estudante, vão, também, refletir a eficácia do processo educativo e o próprio desempenho do professor. A utilização de diversos métodos fornece informações diferentes que, conjuntamente, permitem melhor visualização situacional do processo educativo.

A escolha dos métodos diversos deve levar em conta os atributos a serem avaliados, os objetivos educacionais, os cenários de atuação do aprendizado e o melhor momento de aplicação, bem como a qualidade intrínseca dos instrumentos, em termos de validade e fidedignidade.

Os momentos de avaliação dos aspectos cognitivos devem priorizar a utilização de situações-problema, desafios individuais ou coletivos, ou casos clínicos que contextualizem a aplicação do conteúdo a ser avaliado, garantindo maior significação aos conhecimentos adquiridos.

Os seguintes aspectos são norteadores do conteúdo do processo avaliação:

• o curso de graduação almeja a formação integral do aluno, tendo um médico generalista comprometido com sua realidade local como produto final, incluindo atitudes e habilidades, com mesmo interesse que a aquisição de conhecimento;

• a aferição da aprendizagem deve representar um processo de compreensão dos avanços, limites e dificuldades que os alunos estão encontrando para atingir os objetivos propostos, não um ato de punição;

• a avaliação deve ser compreendida como um ato dinâmico que subsidie o redirecionamento da aprendizagem, possibilitando o alcance dos resultados desejados e não de interrupção de avanços ou medida desarticulada de insucesso ou sucesso entre etapas da formação. 

Neste sentido, adotamos a avaliação formativa em adição à somativa, que compreende o acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno, guardando coerência com o Princípio Ativo de Aprendizagem e o permanente desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes. Esta avaliação possibilita ao professor/tutor conhecer as dificuldades dos alunos e identificar o tipo de ajuda mais adequada que pode ser dada ao mesmo para desenvolver suas potencialidades. Por sua vez, a avaliação somativa ajudará o professor/tutor a identificar a aprendizagem efetivamente ocorrida.

Não pode existir falta de coerência entre metodologia e processo de avaliação. A mesma, para atingir sua finalidade educativa, deve ser coerente com os princípiospsicopedagógicos e sociais do processo de ensino-aprendizagem adotados.

Avaliação Formativa: Visa acompanhar o processo de aprendizagem do aluno.

• Autoavaliação: realizada pelo aluno, sobre o seu próprio desempenho; deve englobar conhecimento, atitudes e habilidades, ajudando-o a reconhecer e assumir mais responsabilidade em cada etapa do processo de aprendizagem;

• Avaliação interpares: realizada pelos membros do grupo sobre o desempenho de cada um dos participantes;

•      Avaliação pelos docentes e preceptores: para identificar as atitudes, habilidades e progresso de cada aluno em todas as etapas;

•      Aplicação das Avaliações nacionais implementadas de acordo comas Diretrizes Nacionais Curriculares , como a ANASEM;

Avaliação Somativa: visa identificar a aprendizagem efetivamente ocorrida, e envolverá as seguintes estratégias:

• Avaliação cognitiva: é a avaliação do conhecimento adquirido;

• Avaliação baseada no desempenho clínico: mede habilidades clínicas específicas e atitudes. O método a ser utilizado é denominado de Exame Clínico Objetivo Estruturado (Objetive Structured Clinical Examination - OSCE), organizado com base em um número variado de estações e o emprego de diversos recursos, como pacientes simulados (atores), pacientes reais, peças anatômicas, manequins, exames laboratoriais e de imagem, imagens de fotos, vídeos etc. O método se baseia na simulação de algum momento do atendimento, incluindo desde a habilidade de comunicação até a realização de procedimentos. A avaliação é feita pelo professor/preceptor através de um checklist previamente elaborado pelos responsáveis pela avaliação.

• Avaliação de desempenho clínico: utilizando o instrumento Mini-EX. 

Além dos métodos citados, poderão ser empregadas outras estratégias de avaliação, em consonância com os conteúdos, habilidades e atitudes desenvolvidos no curso, condizente com o Princípio Ativo de Aprendizagem e a Avaliação Multidimensional do processo de aprendizagem.

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