DAS TELAS PARA A ESCOLA: Linguagens e cores no filme Pacarrete, de Allan Deberton
Arte; Cinema; Pacarrete; Diálogos.
O cinema é palco e reflexo das transformações sociais e, por isso, é fundamental que esteja presente nas atividades de letramento. De tal modo, corpus deste trabalho envolve a relação entre arte e cultura e a evolução social, bem como os caminhos que levam as integrações entre artes (Interartes), os caminhos, possibilidades e percalços do uso de filmes em sala de aula. Os estudos desenvolvidos por Avellar (2007) e Duarte (2002) e são essenciais para o trilhar deste percurso. No decorrer da análise, os pensamentos difundidos por Cosson (2006); Ferrarezi (2014) e Rojo (2013), colaboram para a percepção dos trajetos realizados nos multiletramentos por meio da arte e sua contribuição para o processo de ensino e aprendizagem. De modo semelhante, os diálogos intertextuais que se desenvolvem entre obras literárias e cinematográficas são analisados a partir do filme Pacarrete (2019), de Allan Deberton, oferece críticas, reflexões e mergulhos aprofundados na natureza humana. Os conflitos, sonhos, utopias e loucuras são discutidos por meio das obras de Chauí (2012); Foucault (2019) e Sargente (2008). O texto também se debruça pelos elementos de composição da linguagem cinematográfica ampara do nos escritos de Benjamin (2018); Carrière (2006) e Napolitano (2001). Como Produção Técnico-Tecnológica deste estudo, produziu-se uma proposta de ensino com foco nas particularidades que compõem e permitem a compreensão da linguagem cinematográfica, com um roteiro de estudos e direcionamento de atividade a fim de contribuir com o desenvolvimento de análises fílmicas coerentes, significativas e, sobretudo, cativantes. Tal material se ancora em cenas do filme Pacarrete (2019), com foco na expressão imagética e nas cores que se integram com cada ciclo vivido pela personagem e possibilitam um universo de significações.